Funcionas como um novelo.
Puxas uma ponta e logo diminuis na oposta.
Experimentas por aqui e por ali, e passas por onde te dá mais jeito.
Quando a ranhura aperta, dás a volta e experimentas por outra.
Nos dias em que olhas à volta, vês tudo desarrumado, enrolas-te e escondes-te a um canto.
Mas mal permaneces... logo uma agulha atrevida te desafia, ou uma ponta te convence a um passeio... Quando dás por ti, a confusão é geral!
Dás voltas e voltas... e voltas à mesma!
Quando te rasgas ou partes, logo solucionas com um nó mal amanhado. Escondes e esqueces-te que existe. E os nós vão-se acumulando.
Anseio mas temo.
Esse dia.
O dia em que te perdes nesses nós. O dia em que serás só e apenas nós.
Esse dia. Esse fim