quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

2013

Ano Novo. Vida Nova. 
O primeiro ano em que a mudança se sente. 
A primeira vez em que o suposto se torna um facto.
E não é que se queira uma nova vida, mas precisa-se uma vida renovada. 
Da antiga leva-se o bom e os ensinamentos do mau. 
A família, os grandes amigos e a nova paixão. 
A força, as energias positivas e a negação dos males.
Para trás ficam cicatrizes antigas, rancores malignos e a sombra do azar. 
Pessoas que não se querem, lembranças que magoam e sentimentos que nos destroem. 
O vazio, o medo do desconhecido, o receio do novo. 
Todos me esperam ao virar da esquina. Todos me querem reforçada. 

Mas por hoje guardo os saltos, recolho as armas e deixo-me confortar pelas lembranças, as paixões e as felicidades que me completam. 

Porque o novo não é a garantia do diferente e o diferente não está associado ao mau. 
Porque o ano novo traz a vida nova, mas não se materializa da noite para o dia.