Vejo.te ao longe.
Algo dispara e eu não sei bem o que é.
Lembro-me de o ter sentido em tempos... Longínquos. Tão distantes mas ainda tão presentes.
Algo interior. Algo explosivo. Algo dominante.
Destrói todo e qualquer senso.
Assimilo as sensações e concluo: o coração. Esse bocado de carne e músculo que diz bombear o sangue que percorre o corpo e nos aquece.
Congelo nesse momento e assumo que ele ainda existe.
Ainda bate.
Só não era suposto ser por ti.
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